sábado, 10 de junho de 2017

Este país anda ao rubro

Somos os maiores. Isto nem parece mais Portugal. Aquele país à beira mar plantado que depois de uma crise grave se ergueu e começou a ganhar tudo o que havia para ganhar. Foi o Campeonato da Europa. O Festival da Eurovisão. A eleição do Guterres para o mais alto cargo da ONU. O Ronaldo continua a somar troféus por onde passa. O Mourinho volta a ganhar. O Presidente da República adotou a palavra ‘afetos’ e faz do ato o brilho de tanta gente que se considera próxima do representante máximo. Isto anda bonito, pá!

Fafe não está muito diferente do país. No Raly, o mesmo sucesso de sempre. O Fafe tem uma moldura humana que dá gosto. As aldeias viraram-se finalmente para o seu património natural. A Terra Justa, o Festival da Vitela… enfim, há tanta coisa positiva a acontecer que se pode dizer que Fafe está a seguir o rumo certo. O que falta? Falta uma política que saiba aproveitar o melhor de cada aldeia, grupo ou pessoa. Mas quanto a isto, só o tempo o dirá…

Podemos dizer que o que não está bem em Fafe são os políticos. Ou a política dos políticos.
Mas não quero falar desses. São sempre os mesmos. As mesmas caras. As mesmas ideias ou a falta delas… São sempre os mesmos a trabalhar para os mesmos. Estou fora…

Como gosto deste Portugal assim. Fafe é só mais uma parcela que terá a sua hora de se livrar de todos estes políticos e encontrar alguém mais ao estilo de Marcelo. Uma nova geração de malta que vai sair de onde menos se espera. Malta que vai cortar com o estereótipo desses partidos e movimentos todos. É urgente mudar o rumo a Fafe.

Estas trocas e baldrocas são o reflexo do que chegou a política e os seus atores. Uma vergonha chapada onde a palavra ‘vale tudo’ é ordem há muitos anos, não pensem que é só de agora. Mas valha-nos Portugal. Valha-nos as vitórias por esse mundo fora. Mas valha-nos também as vitórias dos nossos conterrâneos, mesmo que seja uma jovem médica de Regadas, filha de gente humilde, que ganhou o prémio de melhor aluna. Foi para isso que apareceu o Abril. A revolução. A possibilidade de estudar dada a todos por igual. E, só assim, todos podem levar o nome de Portugal bem alto.
«Só falta (mesmo) cantar a língua portuguesa!»
 E em Fafe, mandar os políticos para as serras até às eleições só a pão e água!

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