domingo, 14 de maio de 2017

O To Zé vai a votos e tem um projeto e o melhor da festa é a malta que o acompanha

O discurso de apresentação da lista do Tó Zé chegou ao meu conhecimento. Não levem a mal não dizer o Eng. António José Silva mas, sinceramente, espero que continue a ser o Tó Zé porque é assim que a malta o conhece na dedicação às causas. Claro que o canudo dá-lhe credibilidade científica, mas essa só será relevante se juntar sempre o humanismo nas suas ações.
Não votarei para a Junta de Fafe, mas achei curioso o que se aponta para a Freguesia de Fafe e há muito que defendo que as pessoas um dia vão começar a ser mais exigentes e vão votar em ideias concretas. Se vai ser já desta vez? Não sei.
Relativamente à apresentação da lista e ao discurso, não poderia deixar de destacar a astúcia em criar uma lista diversificada. Tem muitas mulheres. Muito bem. A política precisa de ouvir mais o sexo feminino. Há questões que são tratadas com outra sensibilidade se forem tratadas por mulheres. Nunca achei piada a querer que tudo fosse igual, do mesmo modo, por homens e mulheres. Por alguma razão são sexos diferentes. É mesmo da natureza. Não se trata de direitos, ok? Esses têm de ser mesmo iguais e ponto. Mas há características que são tratadas melhor por homens e outras por mulheres. Um pai não é igual a uma mãe. Há gestos que só o pai tem e outros só a mãe sabe fazer… um não substitui o outro. Se conhecerem alguém que tem de fazer o papel de ambos, perguntem-lhe se não tem de se redobrar… Não é fácil!
Eu mesmo gostava de ver mulheres a escrever a sua opinião no Povo de Fafe. Tenho a certeza que o Povo de Fafe sairia muito a ganhar. Se for questão de espaço, posso partilhar o meu…
Clara Paredes Castro foi um nome que me saltou à vista. Foi uma das convidadas num debate organizado pelo Club Alfa sobre o Turismo e, confesso-vos, que grande lição sobre o assunto. A mulher sabe do que fala. Se um dia fizer uma lista à Câmara, aí terei de ser mesmo candidato e ‘não candidato’ como agora… A Clara vai comigo!
“Novas tecnologias e inovação, acessibilidades pedonais, corredor verde, parque canino, abastecimento elétrico, autocarro, reaproveitar escolas para a sede da junta, espaço de juventude e voluntariado, gestão do cemitério como outras freguesias, dinamizar os bairros, apostar na transmissão histórico-cultural de Fafe, criar atividades para promover o comércio…” são a recolha rápida das propostas. À primeira vista sou levado a dizer que há questões levantadas que me parece estranho ainda não estarem a acontecer. Daqui a três anos, mais coisa menos coisa, será valorizada a criatividade. Se uma comunidade não acompanhar o tempo vai ficar para trás. Todas as propostas têm de passar obrigatoriamente por uma reorganização que envolva as novas tecnologias, não para substituir o contacto humano com a natureza, mas para que facilitem a sua atuação. Quanto mais organizado estiver a comunidade mais tempo terá o cidadão para se dedicar ao ócio e ao desfrute do que de melhor a vida lhe oferece: a família, os amigos, a leitura, a vida ou a natureza por excelência! 


sábado, 29 de abril de 2017

Contra os jantares dos políticos… Presunto! Presunto! Presunto!

24 de Abril. Os políticos começam a puxar pela fita métrica. Começam as primeiras sondagens. O Facebook diz que a lotação está esgotada. Não percebi se não havia mais bilhetes, só para dizer aos outros que não tinham lugar, ou se existiria outra razão. O JN anuncia dois jantares. As primeiras fotos aparecem… primeiro da escola Montelongo, depois do Pavilhão da Secundária… E é assim que vai a vida política por Fafe! Um partido, duas candidaturas. Isto é o 25 de Abril a funcionar em pleno. Medem-se as filas…
Volto a casa. Não tive jantar algum de comemoração do 25 de abril, mas pude saborear os melhores sabores de uma cozinha caseira. Os sabores de sempre. Aqueles que me avivam a memória quando estou longe. Afinal o 25 de abril também trouxe uma nova forma de ser família…
Hoje é dia de festa. É 25 de Abril.
Já o disse anteriormente que esta novela está a ser fantástica. Mesmo aqueles que ligam muito pouco à política começam a fazer humor com o avançar dos episódios. E as cenas dos próximos capítulos? Acho que vou criar uma linha de apostas… Vai dar dinheiro!
O que mais está a motivar a minha atenção é verificar que ‘o que outros fizeram aquando no poder’ está-lhes a acontecer precisamente o mesmo! Dói, não dói?
Poderia ser de outra forma? Podia, mas não era a mesma coisa!
A vida é mesmo uma roda. Ainda há uns anos ajudavam às perseguições políticas e agora estão a ser vítimas… ainda me lembro de umas eleições em que lá nos escuteiros fizeram uma reunião com o chefe de núcleo porque um escuteiro não obedecia às ordens do chefe e não apoiava a lista que mais lhe convinha… É claro que a lista do escuteiro ganhou as eleições… Lá está, ‘deus escreve direito por linhas tortas’… Depois foi outra associação, também não apoiava a lista do poder… o associado não presta… toca a riscá-lo!
Obviamente que esse escuteiro, fez o que outros fizeram também nas suas freguesias, abandonou as chatices e disse: «Felizes os pobres porque deles é o reino dos céus!»
Há pois é. Era mesmo assim que as coisas funcionavam. E agora?
Agora, é um partido nacional a dar um grande chuto naqueles que um dia apoiavam estes seus amigos… Aqueles que faziam estas jogadas. E valia tudo! O importante é ganhar, não importa como…
Sinceramente, acho que o Costa está a ser um grande Senhor!
Contra os jantares da política… Presunto! Presunto! Presunto!

Viva o 25 de Abril

terça-feira, 18 de abril de 2017

Não sou candidato, não há jantares à minha pala!

Não vou mesmo em nenhuma lista nas próximas eleições autárquicas em Regadas. Gosto muito da minha terrinha, mas não gosto nada do que ela se tornou com tantos interesses por lugares e lugarejos. Que terra mais interesseira. Não estou desiludido, nada que me surpreenda, apenas jamais compactuarei com tamanha falta de princípios. Vale tudo.
Vem isto a propósito de algumas interpelações que me têm chegado e, porque não gosto de alimentar dúvidas, penso que um esclarecimento público pode ajudar a clarificar a minha posição, principalmente porque qualquer análise neste espaço jornalístico da minha parte não pode ser interpretada como defensora de algum partido em particular.
Sou livre. Não devo favores políticos. E não serei mais do que um espetador atento da novela que já vai longa. É claro que vou exercer o meu direito ao voto. Faço questão. Não sei em quem vou votar, mas já sei em quem não votarei.
Colar cartazes? Abanar bandeirinhas? Não! Desta vez, não!
Estão a ver aquele tipo que se cansa de apontar estratégias, que fazem de conta que o ouvem antes das eleições, mas depois não querem saber só porque discorda das ordens do chefe?
Também ninguém vai ter a possibilidade de comer jantaradas à minha pala. O comício dos independentes já não terá a necessidade de falar do gajo que estudou para padre e é um burro carregado de livros, porque é assim que são classificados os doutores.
Os que se aproveitaram e se juntaram contra a junta que disponibilizou o terreno para o lar (PSD/CDS), só para ter lugares para a família e amigos (PS) e agora andam às turras porque foram desarmados pelos seus pares têm agora a possibilidade de se candidatarem uns contra os outros. Nós estamos de fora! Só a observar! Só naquela!

Posto este esclarecimento, julgo que estarei mais do que legitimado para proceder ao comentário político. À análise das manhas e artimanhas das candidaturas. A dizer o que penso e julgo importante para o debate plural. A contribuir para uma cidadania mais interventiva.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Fafe, jogo do pau ou da bicha?

Também quero uma parede na feira com as lendas de Regadas, já fiz a recolha história e fora publicada na última revista do Club Alfa, é só escolher: «Assim, é dito que no 'Vale de Quintela' aparecia uma cadela com pitos; Em 'Mata Burros' (entrada do Loureiro - Paço) aparecia um homem muito grande, o que levava a que muito povo chegasse ao 'Alto e Vira para Trás' (partilha de Quintela Loureiro) e fugisse; Em 'Chosabrensa' (Quelha das Campas) aparecia o lobo e apareciam as bruxas no Rio do Génio.»
Não querendo influenciar a possível escolha, sugeria uma atenção particular para “a cadela com pitos”, parece-me que dava um excelente quadro e bruxas há em todas as terrinhas… e Montalegre já as adotou a todas.
Não queria ser desmancha-prazeres, mas os números dos likes nas publicações quando se fala do tema da justiça não enganam e a única lenda que nos caracteriza verdadeiramente e levará o nome de Fafe além fronteiras é só uma: JUSTIÇA DE FAFE!
“Com Fafe, ninguém Fanfe!” já era o lema conhecido em Coimbra, Ansião, depois em Lisboa e outra vez Coimbra, agora em Portimão e logo, logo, será numa outra cidade qualquer deste país por onde eu passar e parece-me que esta experiência é partilhada por todos os fafenses espalhados pelo país e não só. É o lema que as pessoas conhecem e acham graça à expressão. E, ao contrário do que poderão pensar, para nos dizerem estas coisas é porque conseguimos criar simpatia com a maior das naturalidades. Bem, verdade seja dita, também sabem logo que não se podem esticar, porque também se apercebem que connosco é ‘Pão, pão! Queijo, queijo!’.
Hernâni Von Doellinger, após a notícia grafitesta nos muros da feira, começa por destacar na publicação “Fafe, uma camisa-de-onze-varas (ou A bicha...)”, no seu blogue Tarrenego, um excerto retirado do blogue Falaf Magazine de Jesus martinho sobre A lenda da bicha das sete cabeças de Fafe, «Conta-se que, há muitos anos, num lugar de Moreira de Rei, existia uma enorme cobra (bicha) escondida nos silvedos, que trazia as populações aterrorizadas, pois comia as pessoas e os animais que por ali passavam. [...]» e, mais adiante, refere-se à lenda da Justiça de Fafe nestes termos: «Ora bem. Fafenses. Temos um lenda, nossa, só nossa, única, identificativa de uma gente pacata mas que não aceita levar desanda para casa. E essa gente somos nós, ou se calhar éramos nós. E eu bem gostava de ver a nossa lenda contada tintim por tintim no muro da feira. É uma lenda tão única e tão só nossa que até leva o nome da nossa terra. Olhem que bonito: Justiça de Fafe
Não se percebem bem as razões da tentativa de apagar a Justiça de Fafe dos livros de história ou, pelo menos, dos festejos, mas podem ter a certeza, a Justiça de Fafe é o ex-líbris de Fafe, logo a seguir vem o nosso Fafe com toda a sua Justiça.
Se não mudam de ideias os políticos, mudemos os políticos!


sábado, 25 de março de 2017

És de Fafe? "Com Fafe, Ninguém Fanfe"


Ontem fui a um bar em Portimão (vulgo Algarve), só para os intelectuais das fotos no verão, a fazer inveja aos vizinhos que só conseguem ir até à Póvoa de Varzim, durante a semana, e com a viagem paga pela autarquia, porque não tiveram a sorte de trabalhar no mesmo sítio como eles e muito menos um salário como o deles, e não é que o dono do bar, depois de perguntar o que queríamos logo nos tira a pinta: "são do norte! De onde são?»
- Fafe! - respondo de prontidão. Ele diz duas coisinhas de seguida: - Sou de Guimarães! Com Fafe, Ninguém Fanfe!
E é assim, Fafe é mesmo conhecido pela lenda da Justiça em todo o lado.
Ao ler mais este brilhante texto, numa escrita realista a lembrar Eça de Queirós quando se refere a Fafe e ao seu quotidiano, só me leva a questionar: até quando querem isto, fafenses?

sexta-feira, 24 de março de 2017

A humildade da criança, o espírito do jovem e a sabedoria do velho

Será mesmo que o mundo está em constante mudança?
Ao reler algumas das obras queirosianas (Os Maias, O Crime do Padre Amaro…), apercebo-me que a sociedade se evoluiu foi só nos canais para levar a mensagem, já que os conteúdos pouco ou nada evoluíram em relação àqueles tempos. A política continua em esquemas manhosos, há jornais que só dizem as verdades convenientes, os saraus são para as papoilas das senhorecas, a igreja a encobrir o pecado… Nada que já outros o tenham dito, mas não estará na hora de criar um verdadeiro plano de leitura para que os erros do passado deixem definitivamente de se prolongarem ad eternum?
Um recente estudo estatístico, divulgado esta semana, concluiu que a gravidez na adolescência tem diminuído, o que se deve è educação sexual nas escolas. Há também o exemplo da reciclagem que ainda que não tenha dado frutos no imediato, começou a sentir-se aos poucos devido à sensibilização também ela nas escolas. Ou seja, a Escola é o local de instrução por excelência. A Escola, ainda que jamais consiga substituir os afetos familiares, será sempre o espaço privilegiado para captar a atenção dos discentes. Aqui já iniciou o Plano Nacional de Leitura, o que se espera que traga os benefícios desejados a médio/longo prazo, mas será que há outras formas de olharmos para a sociedade e encontrar canais que possam representar essa formação que tanta falta faz ao ser humano?
É claro que sim, os jornais são os primeiros a ter essa função. Mas para que isso aconteça é necessário que os seus escritores sejam devidamente instruídos. E o que é uma pessoa instruída? Um doutor? Nada disso… uma pessoa instruída é aquela que tem “a humildade da criança, o espírito do jovem e a sabedoria do velho”.
A criança não tem barreiras para o perdão, tanto se chateia como já está a brincar outra vez com a mesma criança, o jovem tem aquele espírito de luta e aventura, já o velho é o sábio que acarreta consigo um conjunto de sabedoria que não vem em livros, mas que a vida lhe ensinou. Juntar estes três ingredientes é a construção da pessoa em pleno.
Deve ser também assim a história de um Jornal.

Parabéns ao Jornal Povo de Fafe!

quarta-feira, 1 de março de 2017

Fafe precisa de garra e tranquilidade, já chega disso!

Não sei se me irrita mais a conversa das mensagens da CGD ou a troca de mimos dos politiqueiros fafenses. Se no início até achei alguma piada a toda a azáfama provocada pelo momento, agora acho que só interessa mesmo perceber o que Fafe pode ganhar com políticas a sério.
Não gostava nada de um regresso ao passado!
Estes últimos três anos representaram o sair do marasmo. Há tanta obra que teimava em nunca ser iniciada e já é mais do que realidade. Há tanta trapalhada que não via fim e foi tão rápida a sua resolução. Nem vou perder tempo com os travões do passado. Já foi. Já aconteceu. Mas também já passou.
Fafe tem de ser futuro. Fafe merece gente com novas visões. Gente que leu um livro, nem que tenha sido de banda desenhada. Gente que olhe para o concelho e consiga um projeto global na educação, cultura e arte. Gente que abrace o flagelo do desemprego e saiba negociar a implementação de novas empresas. Gente que tenha coragem de mudar leis obsoletas que só prejudicam os munícipes. Gente que olhe verdadeiramente para a globalização e tudo o que ela representa.
Não somos mais só de Fafe, somos do mundo onde está Fafe.
Não pensem que tenho ilusões! Sei bem que os atuais agentes políticos vão continuar a gladiar-se, sobretudo nas redes sociais, porque não percebem que o tempo é outro. Mas não contem comigo, ok?
Eu acredito em projetos. Acredito no lápis e no papel. No esboço. Depois, só mesmo depois de uma prévia apresentação entre as partes, depois de juntar o melhor de cada ideia ao meu projeto, é que o considero pronto para o confronto. Sou adepto do trabalho em equipa, porque considero que só a união de várias ideias é que dão força a cada projeto.
As tontices vão mesmo continuar. Os agentes políticos não são peritos em comunicação e as empresas contratadas de fora, por mais testes que possam fazer, não conhecem a realidade genuína. Mesmo com todos os testes e análises ao comportamento social, é preciso começar cedo para resultados deixarem de ser só hipotéticos.
Fafe precisa deixar cair o ruído. Fafe precisa abraçar a euforia do Raly, a alegria da vitória do Fafe e a força da Justiça de Fafe.
Só quando isso acontecer é que seremos novamente Fafe.
Fafe à vitória!